Blog Jorge Vieira
Um processo que corre na
Justiça Federal investiga atos de improbidade que teriam sido praticados
durante a gestão de Luís Fernando Silva na prefeitura de São José de Ribamar,
em 2008. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal, que acusa o
ex-prefeito e cinco secretários municipais de superfaturamento em obras e de
pagamento indevido de combustível.
A ação corre na Justiça Federal
desde 2012, quando o Ministério Público Federal passou a investigar atos de
improbidade administrativa apontados em relatório elaborado pela Controladoria
Geral da União contra o município de São José de Ribamar, à época administrado
por Luís Fernando Silva, pré-candidato a governo do estado pelo PMDB.
O valor total que está sendo
contestado na Justiça Federal ultrapassa os R$ 177 mil em possíveis
superfaturamentos de obras e de pagamento de combustível a automóveis não
registrados ou não declarados. As verbas eram provenientes de convênios
celebrados entre a Prefeitura de São José de Ribamar e o Governo Federal.
São acusados junto com Luís
Fernando os secretários Maria Cristina Moreira Lima (Saúde), Arivaldo de Castro
Jr (Obras, Habitação e Urbanismo), Ana Maria Soares Vasconcelos (Planejamento,
Administração e Finanças), Gardênia Maria Freitas Rodrigues (Governo) e Glauber
Miranda Garreto (coordenador de Obras).
Os seis são acusados pelo
Ministério Público Federal de praticar atos de improbidade administrativa.
Segundo a petição inicial assinada pelo Procurador da República Marcílio Nunes
Medeiros os seis teriam ferido os “Princípios da Honestidade e da Legalidade
(art. 11 da Lei 8.429/92), praticando ações de prejuízo ao erário”.
Os desvios teriam ocorrido com
relação a recursos provenientes do Ministério da Saúde, Ministério do Turismo e
Ministério das Cidades, conforme acusação do Ministério Público.
Um deles ocorreu no convênio
celebrado com o Ministério da Saúde para a execução do Programa de Vigilância
Epidemiológica e Controle de Doenças Transmissíveis, que dos R$ 785,6 mil
repassados pelo Governo Federal, R$ 70 mil foram destinados a despesa com
veículos que não pertenciam à frota destinada às ações de vigilância em saúde.
A Controladoria Geral da União
apontou a irregularidade no Relatório de Fiscalização nº 01147. Mais R$ 19 mil
pagos a postos de gasolina não foram comprovados pelos secretários e o prefeito.
Outra irregularidade foi
apontada na construção de uma Unidade de Saúde. Segundo o relatório da CGU, o
orçamento apresentado pela Prefeitura de São José de Ribamar apresentou preços
acima do mercado. Segundo o CGU, há indício de superfaturamento pela empresa
contratada superior a R$ 60 mil.
Também em convênio com o Ministério
da Saúde, a CGU apontou irregularidade na ampliação de Unidade de Saúde, cuja
obra custou mais de R$ 28,3 mil acima do preço praticado regularmente.
“Conclui-se que a
responsabilidade pelo orçamento a maior e pela contratação da empresa executora
(que pratica valores superiores aos preços de mercado) recai sobre o então
coordenador de obras, Glauber Miranda Garreto, sobre o Prefeito Luís Fernando
Moura da Silva e sobre demais secretários arrolados”, diz o Ministério Público.

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