12 de dezembro de 2013

Revolução na educação: Alunos usam guarda-chuva para assistir aula no interior do estado

A cidade de Alto Parnaíba, situada a 1.100 km de São Luís, tem apenas uma escola estadual criada há mais de 40 anos e que há tempos espera uma reforma. Na rotina dos alunos o guarda chuva se tornou item de primeira necessidade, especialmente no final do ano quando começa o período chuvoso na região.  “No dia de chuva os alunos abrem os guarda-chuvas perante a aula, para ver se consegue estudar sem se molhar, ou até mesmo para não molhar o  material escolar”, relata Maciane Folha, aluna do segundo ano do Ensino Médio.
Recentemente, outra aluna da escola, Bruna Queiroz, denunciou nas redes sociais a situação do prédio e o caso até rendeu matéria divulgada pelo site Maranhão da Gente. A aluna do terceiro ano do ensino médio, Bruna Queiroz, está deixando a escola sem ver a reforma esperada por tanto tempo e outros alunos como Maciane Folha já sabem que vão encarar mais um período de contratempos com a chuva tendo de se equilibrar ente proteger o material escolar da água que cai das goteiras, e se concentrar nas aulas ministradas em condições precárias.
A situação da escola já chegou a ser denunciada ao Ministério Público e o tempo de espera por solução dos problemas enfrentados pelos estudantes da única escola da rede pública estadual na cidade não se resume apenas a atuais estudantes da escola. Andressa Almeida, atualmente na universidade e ex-aluna da escola Vitorino Freire lembra que isto já é uma novela antiga. “Entrei na escola em 2003 quando fui fazer a 5 serie e sai de 2009 quando terminei o 3 ano hoje estou terminando a faculdade. Esta promessa de reforma é antiga e principalmente repetida em ano eleitoral”, comenta.
O festival de goteiras no telhado aliado à péssima situação das instalações elétricas da escola já  provocou episódios que quase resultam em ferimentos nos estudantes. “Uma vez uma lâmpada explodiu e quase cai em cima de minha cabeça na sala de aula, tive que sair correndo”, revela a estudante que descreve um cenário caótico da escola apresentando como principais problemas a fiação elétrica exposta e a água acumulada nos corredores, tornando quase impossível estudar no local.

Nenhum comentário:

Postar um comentário