A BEM DA
VERDADE E EM RESPEITO À COMUNIDADE ACADÊMICA
A coluna
desrespeita, inclusive, a área de Ciências Sociais e Humanas, ao citar que é
curiosa a aprovação de um projeto com essa temática, em meio a projetos das
áreas de saúde, ciência e tecnologia. Cabe perguntar: Existem ciências maiores
e menores, para ele? E, ainda, não é importante pesquisar a relação entre
imprensa e governos, sejam estes apoiados ou não pelos meios de comunicação?
Convém esclarecer que, na área de Comunicação/Jornalismo, um dos objetivos dos
pesquisadores é contribuir para a compreensão do papel da imprensa como
instituição e ator político relevante no sistema democrático em que vivemos,
tendo-se como pressuposto que, sem imprensa livre, não há democracia. Sem
pesquisa livre, não há desenvolvimento científico e social.
O texto do jornal,
porém, assim resume um projeto de pesquisa realizado por docentes e discentes
deste Departamento: “a pesquisa acena para críticas ao jornal e flores aos
Leões”. Lamentável! A professora proponente do projeto e demais membros da
equipe são cientistas. Fazem pesquisas, não militância política. Se os
resultados desagradarem ao jornal, ao governo ou a outro ator social,
paciência. Não se faz pesquisa para agradar, faz-se pesquisa para conhecer,
para fomentar o debate, para elucidar questões.
Por puro desconhecimento
ou má fé, contudo, a coluna não procurou este Departamento a quem compete
responder institucionalmente pelos professores lotados nesta unidade. Bem ao
contrário disso, a coluna “preferiu” atacar a integridade da pesquisadora
Li-Chang Shuen Cristina Silva Sousa e de toda a equipe que participa da
pesquisa, ao afirmar que o projeto foi aprovado por interesses políticos do
governo estadual. Lamentável! Se o autor da nota tivesse lido o edital
universal ao qual o projeto foi submetido, saberia que o julgamento das
propostas é feito por pesquisadores de outros estados, chancelados pelo CNPQ e
sem nenhum vínculo com quaisquer dos proponentes locais. O processo é idôneo.
Se houvesse perguntado à pesquisadora, saberia também que ela trabalha com a relação
entre mídia e política local desde as eleições de 2014 e não tem nenhum vínculo
com o governo.
Ao desrespeito
do jornal, respondemos com o reconhecimento do trabalho da professora doutora
Li-Chang Shuen Cristina Silva Sousa. Professora deste Departamento, ela é
coordenadora do Laboratório Integrado de Pesquisa e Práticas Jornalísticas e
Culturais (LABJOR), registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ, com
pesquisas ativas nas linhas de mídia e política, cultura e identidade nacional.
O Projeto “Governando contra as notícias: o primeiro ano do governo Flávio Dino
nas páginas do jornal O Estado do Maranhão”, coordenado pela professora
Li-Chang Shuen, faz parte das ações de pesquisas desenvolvidas por este
Departamento, no LABJOR, com a participação de professores mestres e doutores e
de discentes, em orientação de Iniciação Científica, atividades previstas no
desenvolvimento do tripé ensino, pesquisa e extensão desta UFMA.
Nesse sentido,
reafirmamos que a responsabilidade social de uma instituição pública de ensino
passa pelo empenho e pela competência de professores como a professora Li-Chang
Shuen Cristina Silva Sousa. A pesquisadora, atualmente, além do projeto acima
referido, tem outro projeto em andamento, com apoio da Fapema por meio do edital
de fomento a pesquisadores recém-doutores, lançado em 2014: “Imaginário popular
sobre o STF sob a presidência de Joaquim Barbosa: a noção de Justiça nos
comentários dos leitores da Revista Veja”. Ainda sobre a quem lê ou leu o
edital (coisa que o jornalista não fez, infelizmente) poderá observar que, ao
término das duas pesquisas, equipamentos e livros que serão adquiridos com
verba pública serão incorporados ao patrimônio da Universidade Federal do
Maranhão, conforme exigem os editais da Fundação. Ressalta-se que os
pesquisadores não auferem nenhum benefício financeiro pessoal em suas pesquisas
financiadas, via editais das agências de fomento, sejam elas estaduais ou
federais. O benefício é para a ciência e, via de consequência, para a
instituição UFMA e para a sociedade.
Em tempo,
sobre o andamento da pesquisa “Governando contra as notícias: o primeiro ano do
governo Flávio Dino nas páginas do jornal O Estado do Maranhão”, este
Departamento informa que três professores doutores, pesquisadores deste curso,
apresentarão os resultados preliminares da pesquisa sobre o jornalismo
realizado pelo Jornal o Estado do Maranhão, nos primeiros cem dias do governo
Dino, no encontro nacional da Sociedade Brasileira de Estudos
Interdisciplinares da Comunicação - Intercom, em setembro de 2015, no Rio de
Janeiro.
Protásio Cézar
dos Santos
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